Culpadamente Sem-Vergonha

Eu estou cometendo um crime. Nesse exato momento.

Se há algum consolo e perdão na confissão, é isso que espero obter enquanto escrevo estas palavras. Mas eu sei que não há; minha consciência é implacável. Meu único recurso é fazer o que todo mundo faz, o que o homem parece ter sido esculpido para fazer desde a sua concepção como espécie: me evadir. Tudo o que eu desejo é que meu irmão não leia este post.

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O Combatente – #4

Não há nada lá fora. É como se ele finalmente chegasse ao fim do mundo que sempre imaginou quando criança. Ele costumava lutar com a idéia do infinito. Como isso é possível? Tudo deve ter um fim. Mas quando ele tentava imaginar tal fim, ficava perplexo. Ele imaginava uma enorme parede de tijolos se estendendo indefinidamente em todas as direções. Mas, é claro, sempre surgia a pergunta óbvia: O que está além da parede? Agora, de pé em sua varanda, olhando para o vale à frente, tudo o que ele vê é um maciço cinza-escuro cobrindo todo o campo de visão, como sua parede de tijolos.

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