O Combatente – #4

Não há nada lá fora. É como se ele finalmente chegasse ao fim do mundo que sempre imaginou quando criança. Ele costumava lutar com a idéia do infinito. Como isso é possível? Tudo deve ter um fim. Mas quando ele tentava imaginar tal fim, ficava perplexo. Ele imaginava uma enorme parede de tijolos se estendendo indefinidamente em todas as direções. Mas, é claro, sempre surgia a pergunta óbvia: O que está além da parede? Agora, de pé em sua varanda, olhando para o vale à frente, tudo o que ele vê é um maciço cinza-escuro cobrindo todo o campo de visão, como sua parede de tijolos.

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A Antítese do Combate: Chamado da Montanha

O chamado das Montanhas.
(“Crianças da base das montanhas”, por Doug Zwick / CC BY-NC 2.0)

Deixe-me agora aprofundar minhas suposições fantásticas e estabelecer que essas crianças nunca envelheceriam. Bem, elas acabariam alcançando sessenta, setenta ou até noventa anos de idade e depois morreriam como nós, mas seus corpos permaneceriam os mesmos por toda a vida. Isso significa que mulheres nunca existiriam, apenas garotinhas que não provocariam nem sentiriam nenhum apelo sexual. Meninos e meninas sempre cuidariam de suas tarefas e brincariam com seus brinquedos. Isso não quer dizer que eles não se tornariam maduros — sim, eles amadureceriam. Mas o prazer deles nunca deixaria aquele ludismo inocente da infância para a luxúria superficial de uma caçada alcoólica pelos prazeres da carne. Seus vícios seriam outros.

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