O.P.A.R – Capítulo 6: A Natureza Metafísica do Homem

“A razão é a ferramenta de sobrevivência do homem. Da mais simples necessidade à mais alta abstração, resume ‘A Nascente’, ‘da roda ao arranha-céu, tudo o que somos e tudo o que temos vem de um único atributo do homem — a função de sua mente racional’.”
Leonard Peikoff, “O.P.A.R.”, página 198.
(Uma caçada de mamute pré-histórica mostrando um grande número de homens usando flechas, lanças e facas para superar um único mamute. Eles poderiam fazer isso por instinto? Não. Talvez pudessem quando eles eram macacos. Mas no momento em que deixaram de ser macacos, sua sobrevivência passou a depender de suas mentes. O homem é o animal racional, “porque o homem é o organismo que sobrevive pelo uso da razão.”)

Um sistema de pensamento deve fornecer uma compreensão filosófica da natureza do homem. A natureza metafísica do homem, como Ayn Rand colocou, é o que liga os amplos princípios abstratos na base de qualquer sistema às decisões práticas em seu ápice. Se você não souber o que você é, você não poderá decidir corretamente o que fazer em nenhuma situação determinada. Por exemplo, se você é uma célula de um todo maior, seja da Sociedade ou de Deus, você se comportará de acordo com os ditames de um deles; se você é “apenas” um indivíduo, você agirá como um.

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O.P.A.R – Capítulo 2: Preliminares para o Conhecimento

“Nenhum tipo de percepção sensorial pode registrar tudo. ‘A é A’ — e qualquer aparato perceptivo é limitado. Em virtude dela ser capaz de distinguir diretamente um aspecto da realidade, uma consciência pode não discriminar algum outro aspecto que requereria um tipo diferente de órgão dos sentidos. Quaisquer fatos que os sentidos registrem, no entanto, são fatos. E são esses fatos que eventualmente levam a mente ao resto do conhecimento.”
Leonard Peikoff, “O.P.A.R.”, páginas 43-44.
(Um lápis ou um graveto parece torto na água. Os antigos assumiram, portanto, que os sentidos são inválidos. O problema é quando os modernos continuam repetindo a mesma coisa.)

Epistemologia é a ciência que diz como uma consciência conceitual falível apreende uma realidade independente. Isso implica um processo volitivo operando com dados válidos. Portanto, o Objetivismo deve primeiro estabelecer dois fatos: que os sentidos são válidos, e que o homem é livre para pensar ou não.

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