O Livro Esquecido da “Metafísica”

A “Metafísica” de Aristóteles começa dizendo que “Todos os homens desejam por natureza o saber”. Ele, claro, considerava como “homens” um grupo seleto de pessoas — os cidadãos gregos — não a maioria do povo grego formada por escravos — seres que se permitiram conquistar, seres inferiores — muitos menos os bárbaros não gregos. Talvez o problema seja justamente esse: a maioria de nós deve ser descendente dos escravos e, como disse Will Durant, deve ter sido a escravidão que nos preparou para o hábito da labuta. Se assim não fosse, talvez não vivêssemos trabalhando tanto e pensando tão pouco. Porque quando olho à minha volta, não vejo muitas pessoas interessados no saber. Na verdade, não vejo quase ninguém.

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O.P.A.R – Capítulo 2: Preliminares para o Conhecimento

“Nenhum tipo de percepção sensorial pode registrar tudo. ‘A é A’ — e qualquer aparato perceptivo é limitado. Em virtude dela ser capaz de distinguir diretamente um aspecto da realidade, uma consciência pode não discriminar algum outro aspecto que requereria um tipo diferente de órgão dos sentidos. Quaisquer fatos que os sentidos registrem, no entanto, são fatos. E são esses fatos que eventualmente levam a mente ao resto do conhecimento.”
Leonard Peikoff, “O.P.A.R.”, páginas 43-44.
(Um lápis ou um graveto parece torto na água. Os antigos assumiram, portanto, que os sentidos são inválidos. O problema é quando os modernos continuam repetindo a mesma coisa.)

Epistemologia é a ciência que diz como uma consciência conceitual falível apreende uma realidade independente. Isso implica um processo volitivo operando com dados válidos. Portanto, o Objetivismo deve primeiro estabelecer dois fatos: que os sentidos são válidos, e que o homem é livre para pensar ou não.

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O.P.A.R – Capítulo 1: Realidade

O livro não escrito de Ayn Rand.

SUMÁRIO[1]: Essa é uma série de posts que resumem e comentam cada capítulo do livro “Objectivism: The Philosophy of Ayn Rand” (O.P.A.R., para encurtar). Esse livro foi escrito por Leonard Peikoff, herdeiro e principal discípulo de Ayn Rand, e pode ser considerado como o livro que ela teria escrito se não fosse tão apegada à ficção. Como temos “A Revolta de Atlas” e “A Nascente”, nós a perdoamos.

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