Maritain e Meu Péssimo Humor

Talvez seja o astral terrível em que estou agora, mas foi muito difícil ler Jacques Maritain hoje. Se eu quiser apresentar um artigo na próxima conferência, preciso encontrar algo para escrever sobre ele. Mas, agora que terminei de ler “Humanismo Cristão”, minha impressão é que eu acabei de  escutar um sermão católico.

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Humanismo Cristão: A Crise da Modernidade

Nossa sociedade secular.
(Boekhandel Selexyz Dominicanen, uma igreja católica do século XIII em Maastricht, Holanda, que é hoje uma livraria de luxo. Imagem por FaceMePLS / CC BY 2.0 / Dessaturado do original)

Jacques Maritain começa seu ensaio “Humanismo Cristão” nos dizendo como as ideias na mente de apenas alguns poucos homens moldam uma época. Esse é o poder da filosofia que aprendi que existe e que ignorei toda a minha vida.

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De Volta A Que Coisas Mesmas?

Por favor, olhe para o mundo!
(Gorilla Selfie, por Anthony Poynton)

Não vou fingir aqui que eu compreendo plenamente o existencialismo, a fenomenologia ou o tomismo — eu sou apenas um estudante tentando subir os primeiros degraus de uma longa escada. Mas a ignorância funciona bem como um primeiro filtro. A faca intelectual cega, que é tudo que eu tenho com que trabalhar por enquanto, impede uma elaboração complexa de pensamento que possa justificar todos os tipos de absurdos. Então, é navegando (ou me afogando) em meio a essa ignorância que faço essa pergunta: Por que as filosofias mais subjetivas tentam se disfarçar como objetivas? Elas não olham para o mundo; elas olham para elas mesmas.

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Maritain, o Objetivista

“Eu não sou um neo-tomista. No geral, eu prefiriria ser um paleo-tomista do que um neo-tomista. Eu sou, ou pelo menos eu espero que seja, um tomista.”
Jacques Maritain, “Existência e o Existente”, Introdução.
(A Tentação de Sto. Tomás de Aquino, por Bernardo Daddi, 1338.)

Claro que Jacques Maritain não era um objetivista; ele era um tomista. E ser tomista, aprendi, é participar pelo menos do primeiro (e, possivelmente, do mais importante) axioma do objetivismo: “Existência existe”. Isso facilita muito minha vida, agora que decidi apresentar um trabalho inexistente sobre ele em uma conferência no futuro próximo.

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