Catedral de Notre-Dame

Foi assim que eu a vi; é assim que eu vou me lembrar dela.

Olhando para a nave principal da Catedral de Notre-Dame, ouvindo uma missa gregoriana durante a manhã de domingo, senti mais espíritos ao meu redor do que a maioria dos cristãos lá. Mas esses espíritos não eram anjos de Deus vindo para me cumprimentar. Se existe um Deus, não tenho dúvidas de que ele fica lá de vez em quando, sentado junto às pessoas apenas para que Ele possa olhar para cima. Mas é o espírito do homem que você encontra de cima a baixo, o espírito dos imperadores e conquistadores, dos pedreiros e homens simples como eu, todos sentindo que chegaram ao centro do mundo. Porque esse não é um lugar para reverenciar a Deus; é um lugar para reverenciar a mais grandiosa conquista do homem. Todas as pedras, janelas e arcos comandam você para tentar alcançar os céus com o seu olhar espantado. Eu não acho que nem homens nem deuses possam evitar isso. Quando você olha para cima, a única palavra que pode preencher sua mente é a mesma que enche a minha mente agora quando me lembro daquele dia: admiração. Não é admiração aos deuses, pois não foram eles quem a construíram — é admiração pelo homem, e perante ao homem eu me ajoelhei naquele dia. Perante ao homem, eu gostaria de me ajoelhar hoje.

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