Uma Nota sobre Histórias da Filosofia

Já que eu compartilhei com você ontem um comentário muito impulsivo e rancoroso sobre um livro de história da filosofia, permita-me responder a isso com uma análise muito mais leve, mas tão impulsiva quanto a última. Esta é realmente uma ótima oportunidade para eu adiar novamente meus posts sobre Filosofia Contemporânea — minha prova já é amanhã, então, de fato, não há mais necessidade premente para esses posts. Meu único objetivo era matar dois coelhos com uma só cajadada ao estudar e acrescer o meu blog. Ainda não estou preparado para o idealismo alemão — careço tanto do conhecimento acadêmico quanto da tolerância nesse momento.

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“No Coração das Trevas” de Conrad

O “Rei dos Belgas”, o barco que Joseph Conrad comandou no interior do Rio Congo, 1889.

Eu fiquei muito impressionado com a dualidade de tudo aquilo, pela maneira como você é arrancado da realidade comum e mergulhado em uma muito mais escura; uma que, no final, parece muito mais real do que aquela que você enxerga como verdadeira quando olha para si mesmo.

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Um Comentário (meio) Objetivista sobre “Duna”

“Profecia e presciência – Como podem ser postas à prova diante das questões não respondidas? Considere: quanto é a previsão real da “forma de onda” (como Muad’Dib referiu-se à sua visão-imagem) e quanto o profeta está moldando o futuro para se adequar à profecia? E quanto aos harmônicos inerentes ao ato da profecia? O profeta vê o futuro ou ele vê uma linha de fraqueza, uma falha ou clivagem que ele pode quebrar com palavras ou decisões como um cortador de diamantes quebra sua gema com um golpe de uma faca?”
— Frank Herbert, “Duna”, página 312.
(The Kaaba. Profecias, profetas, uma misteriosa pedra negra consagrada em um enorme cubo granítico. O “poder da religião” é o tema de Duna. Mas não é esse o tema aqui na Terra também?)

Desconsiderando a injusta competição da Epopéia de Gilgamesh, Duna pode ser considerado o primeiro romance de ficção científica do tipo “o escolhido”. Luke, Neo, Aragorn, Potter, todos devem pelo menos alguns de seus poderes a Paul Atreides e, claro, a Frank Herbert. Mas o que realmente me chamou a atenção desde o começo do livro foram suas tendências (meio) objetivistas. Se eu tivesse que escolher uma única palavra para representar o Objetivismo, ela seria “razão”. Se eu tivesse que escolher para Duna, também seria… – OK, seria “vermes-de-areia” – mas a próxima escolha seria “razão” também.

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