O.P.A.R. – Capítulo 8: Virtudes (Independência)

“Nada é dado ao homem na Terra. Tudo o que ele precisa tem que ser produzido. E aqui o homem enfrenta sua alternativa básica: ele pode sobreviver em apenas uma de duas maneiras — pelo trabalho independente de sua própria mente ou como um parasita alimentado pelas mentes dos outros. O criador origina. O parasita pede emprestado. O criador enfrenta a natureza sozinho. O parasita enfrenta a natureza através de um intermediário. A preocupação do criador é a conquista da natureza. A preocupação do parasita é a conquista dos homens. O criador vive pelo seu trabalho. Ele não precisa de outros homens. Seu principal objetivo é interior a si mesmo. O parasita vive em segunda mão. Ele precisa de outros. Outros se tornam seu principal motivo. A necessidade básica do criador é a independência. A mente racional … exige total independência em função e em motivação. Para um criador, todas as relações com os homens são secundárias. A necessidade básica do que vive em segunda mão é assegurar seus laços com os homens para poder ser alimentado. Ele coloca as relações em primeiro lugar.”
Leonard Peikoff, “O.P.A.R.”, páginas 251-252, citando “A Nascente” de Ayn Rand.
(O que mais eu tenho para dizer?)
Imagem por Nicooografie de Pixabay.

O objetivismo enxerga o homem virtuoso como aquele que segue a razão a todo custo. Dessa forma, sua virtude principal é a racionalidade, cujo corolário é a objetividade — a aderência à realidade através do reconhecimento de fatos. O homem racional move-se do campo perceptual de suas experiências do momento para o campo conceitual do conhecimento abstrato através do uso da lógica. As virtudes mostram-lhe sob a forma de princípios quais valores deve buscar, e como aplicar sua racionalidade às escolhas concretas do dia-a-dia. Leonard Peikoff expõe as virtudes do objetivismo na mesma ordem em que aparecem no discurso de John Galt, em “A Revolta de Atlas”; eu sigo uma ordem levemente diferente que considero um pouco mais lógica.

Ser racional é aderir à realidade (racionalidade) e obter seus meios de sobrevivência através do seu próprio pensamento (independência). Pensar significa também agir de acordo com suas convicções de maneira consistente (integridade) e moldar o mundo  (produtividade) e seu próprio caráter (orgulho) de acordo com seus valores. E a realidade nunca deve ser falsificada (honestidade), nem sua avaliação do caráter e da conduta dos homens (justiça).

Independência

A independência é “a aceitação da responsabilidade de formar seus próprios julgamentos e de viver pelo trabalho de sua própria mente”. Ela significa basicamente orientar-se para a realidade, não para os outros homens. Os outros podem, sem dúvida, lhe oferecer muitos valores; eles não podem, no entanto, tornar-se seu meio de sobrevivência ou sua estrutura básica de referência. Você pode gostar de receber a aprovação de outros, mas os outros não podem ser sua fonte de auto-estima. Você deve estimar a si próprio pela avaliação de seu próprio caráter, e só então apreciar ou não a aprovação somente daqueles que você aprova de forma independente.

Em termos fundamentais, se você é independente você não precisa de outros; você age quando está entre eles exatamente da mesma forma como faria sem eles. Em princípio, você está tão sozinho na sociedade quanto numa ilha deserta, um “ego auto-suficiente”.

Se você é independente você capta a distinção entre o dado metafisicamente e o feito pelo homem. A conformidade com o metafisicamente dado, você entende, é essencial para a ação bem-sucedida; o feito pelo homem só pode ser aceito se e quando alcançar ou fluir de tal conformidade. Caso contrário, você deve se opor e lutar para efetuar as mudanças que julgar necessárias.

A independência intelectual é o reconhecimento do fato de que a mente é um atributo do indivíduo e de que ninguém pode pensar por outro. Se você é intelectualmente independente você processa o material dos sentidos pelo uso de sua própria faculdade racional. Ao lidar com qualquer questão, seja sobre fato ou valor, fim ou meio, filosofia ou ciência, você segue o método da objetividade.

Então você deve aceitar a responsabilidade de implementar suas conclusões na prática, ou seja, você deve construir seu próprio caminho. Você deve ser auto-suficiente no mundo mental e no mundo físico. Você deve confiar em seu próprio poder criativo para sobreviver. Você conta com o valor do seu trabalho sendo reconhecido por homens racionais, não recebendo favores de qualquer pessoa ou grupo. Você é independente existencialmente, de acordo com a ética objetivista, se você se apoia em um campo racional de empreendimento, usando seu próprio intelecto e criatividade.

Em suma, você é independente se vive pelo trabalho de sua própria mente.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s