Foda-se! Seu Idiota Perfeccionista

Comigo é sempre dor ou prazer. Sempre fugindo ou mergulhando de cabeça. Eu disse que se eu mudasse os planos, estaria aceitando a derrota. E daí? Vou dizer da maneira mais direta possível: Dez anos atrás, deixei meu melhor amigo para morrer no campo de batalha. Eu nunca aceitei essa derrota. Eu simplesmente me evadi. E agora eu quero fazer o mesmo com esta situação aparentemente muito mais tola. Agora, é apenas sobre o meu caráter; não há vidas envolvidas além da minha. Eu quero perder e não aceitar. Isso é pura evasão — de novo. Foda-se! Eu vou perder, mas vou mudar e vou me adaptar. Eu deveria ter feito isso dez anos atrás. Eu vou começar a fazer isso agora.

Há uma premissa oculta subjacente a todo esse projeto, que só agora percebo em meio ao desespero, uma premissa que pode me guiar para fora desse buraco.

Cada dia TEM que valer 500 palavras.

Se eu não tenho nada para escrever depois de um dia inteiro na minha vida, se eu não puder chegar a meras 500 palavras sobre absolutamente qualquer coisa que aconteceu durante o meu dia — qualquer fato, pensamento, sentimento ou fragmento de conhecimento que eu adquiri — então aquele dia não valeu à pena viver. Foi apenas um dia tapa-buraco, como se eu ou alguém tivesse tempo de sobra.

Se eu não consigo encontrar tempo para escrever 500 palavras por dia, então esse é outro problema, outro dragão que eu devo matar. E embora pareça ser o problema mais difícil, é o mais fácil. Não viver de verdade um dia em sua vida é o verdadeiro problema. O resto precisa apenas que você banque a dificuldade e faça o que for necessário.

Esse sou eu aceitando a derrota e me adaptando.

Eu provei a mim mesmo que posso escrever posts de exatas 500 palavras, e torná-los bilíngues. Eu adoro esse limite auto-imposto. Como eu disse antes, há liberdade em nos restringir. Mas eu demoro muito apenas para fazer esses ajustes de comprimento. O objetivo real é ser conciso, sem estar satisfeito em escrever muito pouco. Eu não preciso ser exato. Então, a partir de agora, minha meta será de 400 a 600 palavras. Isso acelerará consideravelmente as coisas sem comprometer a verdadeira motivação para tal limite.

Além disso, vou parar de me obrigar a adicionar imagens às postagens. Eu realmente gosto de ver meu blog com todas essas imagens acinzentadas fazendo com que meus posts se destaquem. Sim, mas esse é o meu lado perfeccionista idiota falando. Eu tentarei o meu melhor para adicionar imagens quando for relevante, mas eu não vou permitir que isso leve um tempo impeditivo, de modo a me fazer desistir de tudo. Para deixar isso claro, não há imagens neste post.

Eu também reviso meus posts dezenas de vezes para não permitir erros de digitação. Eu acabei de ler um pequeno livro que está bombando na web e encontrei três erros. Foda-se! Aqui vai um erro de digtação para me libertar de mais esse problema imaginário.

E, finalmente: eu escrevo para mim mesmo. Eu rapidamente esqueci disso. Acho fascinante que você (mesmo que seja você) possa gostar de um dos meus posts ou decidir seguir meu blog. Mas isso é um bônus, não a razão pela qual estou fazendo isso.

Eu quero escrever todos os dias. Ponto.

Fodam-se as imagens, o limite preciso, as revisões eternas, até a qualidade geral!

Eu vou continuar escrevendo.

Foda-se!

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