O Plano 500 – Redux

Ao mostrar o site para a minha esposa, eu percebi que devo mais explicações, senão corro o risco de criar falsas expectativas.

Eu não sou historiador, não sou filósofo, e muito menos sou escritor. Talvez eu seja um combatente.

Portanto, meus posts não serão grandes insights histórico-filosóficos sobre a vida do homem comum ou do policial. Muito menos serão ensaios literários sobre a relação combate-história-filosofia. Eu escrevo, primeiro, para aprender.

Não, mentira. Isso vem em segundo lugar. Em primeiro, talvez fosse melhor eu plagiar descaradamente Dostoyevsky:

…isto não é literatura, é um castigo corretivo. Contar minuciosamente como perdi minha vida deixando-me apodrecer no meu canto, privando-me de toda convivência, afastando-me da vida real e envenenando-me de despeito do meu mundo subterrâneo…

No fundo, isso aqui é uma catarse. E, como toda catarse, se origina na tragédia. Mas, como toda catarse, ela não acontece de pronto. É um processo de mudança, de purificação pela confrontação, de aprendizado pela contemplação. E eis aí o propósito secundário, porém mais aparente desse site: aprender.

Com o tempo, acredito, eu falarei mais da minha vida e das lições que ela me proveu. Mas, hoje, estou apenas iniciando esse processo. Eu ainda nem sequer aprendi quais lições são essas. Eu ainda sou o maior tipo de ignorante: aquele que não conhece a si mesmo. Por isso, estou aqui. E, por isso, tenho muito pouco a dizer no momento; e MUITO a estudar.

Meus posts serão, em sua maioria, secos, toscos e diretos ao ponto. O ponto será transcrever em nacos de quinhentas palavras o conhecimento que adquiro a cada dia. Esse conhecimento virá de livros, do combate, e da vida como um todo. Mas muito mais de livros de História e Filosofia, ainda mais nesse início.

Pense bem: estou vivo há 41 anos e no combate há 17, e, até ontem, não escrevi NADA a respeito. É claro que há um bloqueio ou, ao menos, uma dificuldade aí. Bem mais fácil é ler um capítulo de um livro e resumi-lo, mesmo que isso seja a mais pura evasão.

Mas, assim, ao menos, começo. E, se eu persistir, terei realizado algo valioso na minha vida.

Agora, deixando tudo ainda mais claro, é assim que o processo, grosso modo, se dará:

  • Leio um livro de Filosofia e simplesmente faço um resumo (ou de alguma porção do livro), sem qualquer introdução, apenas mencionando a fonte;
  • Resolvo ler uma coleção completa de livros de História e decido resumir cada livro ou cada capítulo;
  • Leio algo, digamos, sobre a Segunda Guerra Mundial que me lembra o combate e escrevo minhas elucubrações;
  • Passo por uma situação de combate interessante e escrevo a respeito;
  • Lembro de algo pelo qual já passei, tomo coragem e começo a relatar;
  • Ouço uma notícia que me revolta e dano a reclamar;
  • Penso qualquer coisa desconexa e escrevo;
  • O falecido Patrick Swayze (enquanto ainda era o “Ghost”) encarna em mim e saio escrevendo declarações de amor para Demi Moore;
  • Etc.

Acho que deu para entender: NÃO – ESPEREM – MUITO.

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